Onde eu posso mesclar a realidade com a criatividade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sobre mim, achado do ano passado

31/01/2009, escrevi:
Não sou do tipo de pessoa que você queira conhecer, mas já que insiste é bom saber algumas verdades.
Antes de mais nada, não gosto de prisões, abrace, ligue, mas me deixe livre pra escolher com quem eu quero falar. Adoro meias verdades[mas isso não significa que goste de mentiras, só que gosto de coisas subtendidas. Fale apenas aquilo que você tem certeza de que não vai magoar ninguém, nunca fale o que não possa fazer nem sentir, só fale aquilo que tiver certeza que pode existir. Sim amo a poesia e xadrez, isso não me faz uma nerd e sim alguém que sabe reconhecer o bom de viver. Se você acorda sorrindo e proclamando bom dia aos quatro ventos, entendo, mas peço que respeite os dias em que eu acordo, sem nem mesmo ter dormido praticamente, com meu mau humor matinal que pode durar o dia inteiro. Odeio receber ordens, eu sei o que tenho que fazer, a hora de fazer, como fazer... acho que já sou bem crescidinha pra entender as coisas neh? Não que eu ache que o que eu faço e quem sou seja a mais perfeita demonstração de perfeição, mas não tente me moldar ao seu agrado. Detesto ter que fingir que está tudo bem mesmo quando o meu mundo está desabando mais eu tive que aprender a conviver com isso.Estou sempre em busca de algo que talvez eu nunca venha a ter, mas o desafio me alimenta a alma. Tenho muitos amigos, alguns construíram muito daquilo o que eu sou hoje, portanto, nunca entre em confronto de preferência com nenhum deles, talvez você não venha a gostar da minha escolha. Gosto de dançar, não das musicas que danço. Gosto de piscina e mar, mas não do sol. Sou livre e isso não significa que não viva em uma prisão, porque tenho muitas vezes que me conter dentro de mim para não complicar as coisas. Sorrio quando estou triste e dou gargalhadas quando estou prestes a chorar, então não ache que eu vivo pimpolhando de feliz nem que a tristeza de que falo não passa de um teatro...só que como eu vivo que é um teatro. Vivo em meio a um turbilhão de dualidades, como na arte barroca, em constante contraste do claro e escuro. Sou complexa, redundante, multifacetada. Ah! Já havia esquecido de esclarecer que não acredito em amor a primeira vista e há um tempo perdi a crença em príncipes encantados. Já perdi a fé em happy end. Fazer o que? Sou assim e às vezes nem eu mesma gosto de mim.

E se analisarmos direito, ainda sou muito do dito. Só que mais feliz eu creio.

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