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sexta-feira, 16 de abril de 2010

E nós resistimos.

Talvez tenha sido para provar que o que acontece rápido acabada tão rápido quanto, ou só por todos aqueles motivos que nós sabemos de cor e salteado, o que importa é que dessa vez não foi um sonho, ou terá sido? Afinal, se eu me lembro bem, terão na memória cenas inacabadas, terão diálogos quase perfeitos, momentos impossíveis de esquecer, e por muito pouco, por um triz para quem estava vendo, quase aconteceu. Mas não, ambos resistiram, firmes e fortes no que é o certo a se fazer e então, por mais que desejo não faltasse, por mais que a posição tornasse impossível não acontecer, não aconteceu.
A menos de dez centímetros teus lábios dos meus, mas essa distancia não foi quebrada, nem poderia ser. Só foi... o suficiente para ser tão intimo e importante tanto quanto e até mais que alguns beijos que já dei. Mas dessa vez não o beijei.
E como em um bom sonho ou filme, despediram-se sem um adeus, sem um abraço ou qualquer outra coisa que fosse tornar uma despedida normal. O acaso a levou sem que ela tivesse a oportunidade de dizer a ele o quanto... deixa para outro conto eu contar o que ela tinha a dizer. Aqui eu consigo conter as palavras, diferente de lá.

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